Em agosto deste ano, a jornalista Liliana Peixinho, dirigente da AMA, se instalou em Cachoeira, com o objetivo de fotografar e documentar esta grande expressão popular e da resistência negra.
As roupas foram confecionadas com material reciclado, proveniente de sacos de papel de café e outros produtos. A reciclagem, transformada em um belo exemplo de criatividade e arte, pelas mãos das irmãs da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte.
A Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, que hoje reúne 24 mulheres negras, nasceu nas senzalas do município de Cachoeira, Bahia, há mais de 200 anos. No início, para ajudar a alforriar e dar fuga aos negros escravos. Após a Abolição da Escravatura e a aproximação com a Igreja Católica, surgiu a Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte. A festa era realizada no dia dia 15 de agosto, dia da Assunção de Nossa Senhora, atualmente, acontece no primeiro domingo após esta data e dura uma semana!
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